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O Marketing Digital nas Plataformas de Redes Sociais

Sites de graça geram dor de cabeça para empresários

domingo, 2 de janeiro de 2011

 
Desenvolver sites para Internet não é tão simples como a maioria das pessoas pensam que é. Exige um planejamento, organização de conteúdo, reuniões entre os desenvolvedores e clientes, mão-de-obra qualificada que vai desde um jornalista, até um designer gráfico especializado em web e programadores que são os responsáveis por toda a parte técnica do projeto.
Gosto muito de fazer uma analogia quando estou conversando com outras pessoas que não entendem muito sobre produção de sites, é a seguinte: Você confiaria entrar em uma sala de cirurgia onde o cirurgião estivesse todo barbudo, mal-tratado e não te passasse confiança? Claro que não, afinal você estaria entregando a sua vida para essa pessoa suspeita - que não condiz com a maioria dos médicos. A mesma coisa são os sites: Eu entro na sua loja, vejo tudo organizado, encontro tudo e saio de lá satisfeita, mas quando entro no site da sua empresa encontro um site sem nenhum estilo, mal-organizado e com um designer ultrapassado, assim não dá. Concorda?
 Na mesma hora, eu como cliente, irei pensar que o site não condiz com a loja que sou acostumada a ir. Pior ainda se eu não conheço a loja física, se o meu primeiro contato enquanto cliente foi pela Internet e nesse primeiro contato não tenho tido a sensação agradável que deveria ter em qualquer loja ou serviços.
Pronto, você acaba de perder um cliente e sabemos que um cliente insatisfeito gera outros clientes insatisfeitos, principalmente agora com as Redes Sociais e que as pessoas falam mesmo o que pensam a respeito de exatamente tudo.
Infelizmente alguns empresários por não entenderem a linguagem de programação ou até mesmo de estética, designer internet, ou seja, por não entender do processo de produção de um projeto digital, são levados a comprar gato por lebre. São lesados por não conhecer o produto que estão comprando, e isso acontece com mais freqüência do que imaginamos.
Adquirir um site não é como adquirir uma roupa, é sua empresa a imagem deve ser muito bem projetada para alcançar o real objetivo de se ter um site: Aproximação com o seu cliente, mesmo quando a sua loja estiver fechada – É o canal direto entre o consumidor e a marca – portanto ele deve ser profissional, elegante e interativo.
E agora, o que eu faço? Meu site não está dentro dos padrões! – você deve ter se perguntado – mas vou deixar algumas dicas de como proceder caso a sua imagem na Internet não esteja bem trabalha devido ao seu site.
Primeiramente faz-se necessário deixar bem claro que sites não são baratos e não são mesmo. Sites baratos não são bons para a sua empresa – Uma vez que uma equipe irá se dedicar durante meses e meses de desenvolvimento e preparação de um verdadeiro projeto digital – Portanto dedicação pede incentivos financeiros maiores, talvez folders digitais – que deve ser o que foi vendido para sua empresa possa até ter sido relativamente barato, mas como já falei aqui: Não adiantam de nada. E vou provar.

 Pois o que vai acontecer aí é o seguinte:
Criação: Em sites baratos esse quesito não existe.
A empresa que está desenvolvendo o seu site vai pegar um TEMPLATE de Internet e vai adaptá-lo para ser o seu site - ou seja, não terá um trabalho de criação especifica para a sua marca – Ele já o encontrou pronto pela net ou então ele vai criar vários designers e vai vender o mesmo designer para diversas empresas, gerando uma produção em série de sites.
Estruturação e Programação – Básica:
A estruturação não será voltada para mecanismos de buscas, aqueles que deixam o site nas primeiras páginas do Google e na programação você não terá sistemas que o permitem interagir com o seu cliente. Sua empresa terá um site básico. E se não interagi com o seu cliente, não tem razão em existir.
A programação desse site é suja, com códigos que os buscadores não os compreendem, e códigos não compreendidos gera um site não encontrado pelo Google por exemplo.  E do que adianta ter um site no ar, se seus clientes não o acham quando procuram por alguma frase chave que tenha  o que sua empresa vende?
Você confiaria em uma empresa onde o português não é respeitado? Seu cliente também não.
Textos mal-escritos, nem se fala.  Sem concordância verbal, gramatical, com erros de português, também sujam a imagem da sua empresa – e como sujam.
Acessar o seu site pelo celular? Nem pensar.
Sites devem ser acessíveis também por dispositivos móveis e no caso, esse site da sua empresa não será aberto da forma correta em um iPhone por exemplo, pois com certeza está cheio de Flashes e animações de 1998 – características importantes desses sites e que infelizmente os empresários por não saber que já estão ultrapassados querem a todo custo colocar no site da empresa, e como isso não é um projeto/consultoria do que é melhor para a marca ou empresa, os desenvolvedores de sites baratos e rápidos colocam mesmo sem dor e nem piedade, afinal não é a empresa deles que será mal-vista – o resultado parece o carnaval de Olinda – maior festa sem nenhuma utilidade concreta.
Resumindo:
O empresário foi enganado – literalmente e concretamente.
E quando o site é tudo isso que eu falei e é caro?
 Sim, existem sites desse tipo espalhados por toda Internet e que custaram uma fortuna - só que ligeiramente maquiada - com uma conversa bonita de desenvolver sites de graças e o cliente só paga a manutenção que é a partir de uma quantia simbólica que gira em torno de 100 reais. Pronto, mais um pobre empresário enganado.
Eles pensam que adquiriram o site de graça e vão pagar mensalmente quantias que não doem no bolso deles de tão baixas que são - que nada – tudo enrolação no bom e velho português.
O contrato é claro que o site só será do cliente depois de 24 meses de assinado, ou seja, o empresário compra algo que não será dele durante 2 anos e ainda fica pagando uma manutenção que nem existe e no final pagou 2.400 reais por um site que não valia nem 500 reais. Isso é sério! Com 2.400 reais se faz um grande projeto digital com muitas funcionalidades e totalmente interativo, ao invés disso o empresário comprou um site literalmente feio, sem nenhuma funcionalidade a não ser de folder digital e que não traz nenhuma relevância para a vida da empresa ou marca, pelo contrário só está sujando – a digitalmente.
A publicidade nos ensina a mentir – ou a maquiar a realidade – Eufemismo novamente.
Falar em parcelas é bem melhor do que falar em totais – Nas vitrines mostrar parcelas a partir de 50 reais (bem grande) e em menor tamanho: 12x de 50 reais, que no final serão: 600 reais gastos é bem mais atraentes para um vendedor do que colocar logo de cara os 600 reais na vitrine, e os clientes que peguem suas calculadoras de celulares para saber o valor total. É assim para tudo. Nosso cérebro nos engana. Experimente andar com várias notas de 2 reais na carteira, por exemplo: você vai achar que tem muito dinheiro, agora ao invés disso: ande só com uma nota de 50 reais na carteira, você é levado a achar que está sem dinheiro. É simples – isso é cientifico.  
Por que o valor total do produto assusta um pouco, não é mesmo? É muito mais fácil falar que você irá pagar 100 reais por mês durante 24 meses – que são 2 anos da vida da sua empresa, do que você falar que são 2.400 reais, assim na lata.
É eufemismo o nome dessa figura de linguagem e tem pegado vários empresários com a promessa quase que “santo-do-pau-oco” de incluir empresas no fantástico mundo da Internet – parece conversa pra boi dormir – do que adianta em meio ao mundo cibernético um site jogado em meio a tantos outros?
Bela inclusão digital essa: o empresário fica preso 2 anos a um site que só será dele depois de 2 anos e ainda pagando no final de tudo 2.400 reais, e se por ventura o empresário desistir por que encontrou uma empresa séria, competente e honesta que mostrou matematicamente que ele estava sendo enganado, ele não poderá sair por que terá que além de ter pago as parcelas, ainda terá que pagar uma multa que pode chegar até 1500 reais, dependendo do plano que ele contratou – E é por isso, leitores, que o nosso mercado tecnológico está desacreditado.
Viu como o barato sai EXTREMAMENTE caro, empresário?
Essa é a minha visão com relação a alguns acontecimentos que estou presenciando por aí – tudo minha opinião crítica como profissional da área e consumidora de bons produtos que estão na Internet, incluindo sites empresariais.


Priscylla Duarte | Jornalista
@priscylladuarte

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