scrolling='no' 03/04/11 - 10/04/11 | Tendências de marketing digital e redes sociais na Web 2.0

O Marketing Digital nas Plataformas de Redes Sociais

Publicitário Interativo

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Walter Longo fala sobre a importância de ser interativo nas publicidades. E ainda faz um alerta importante:  "Tem que se fazer algo que o consumidor espera, deseja e quer".

Importante demais assisitir:



Priscylla Duarte | Jornalista
@priscylladuarte

Jornalismo a profissão que deu origem a democracia no Brasil! #diadojornalista

quinta-feira, 7 de abril de 2011


Há muitos tentei não entrar no mérito da questão com relação ao piso salarial dos Jornalistas do RN. Mesmo por que, entraria em uma discussão que não me levaria a lugar algum, uma vez que, patrões e empregados nunca entram em acordo devido a inúmeros pormenores. Porém, resolvi expressar aqui a minha opinião com relação a esse e outros assuntos que envolvem a todos nós, comunicadores, pois existe sim muita injustiça da classe empresarial, política e até mesmo sociológica com relação à profissão de jornalista.


A profissão:

Ser Jornalista não é e nunca será uma tarefa fácil. A maioria da população pensa erroneamente que ser jornalista é saber escrever e pronto e que, portanto não merece receber tantos benefícios, como se só o fato de saber se expressar gramaticalmente já não fosse o máximo em uma sociedade carente de bons escritores. A população de uma maneira geral vangloria muito médicos e advogados, deixando de lado outras profissões importantíssimas pelo simples fato de estarem presas ainda em passado muito distante, quando ser médico e ser advogado eram sinônimos de Status sociais! Os tempos são outros meus caros colegas.

O que acontece é que jornalistas são médicos da sociedade, (de uma sociedade que nem ao menos reconhecem o valor da profissão de jornalista). Eles, ou melhor, nós, temos o importante papel de operar, extrair e curar a sociedade dela mesma. Temos o principal papel de comunicar a vida, embora muitas vezes comuniquemos o lado não tão bonito dela (vida), muitas vezes por culpa da própria socidade. Colocar a nossa vida em risco para conseguir a melhor informação, aquela que realmente trará toda a diferença na hora de entender o que está acontecendo no mundo ou o que está acontecendo com o nosso mundo, não merece o devido respeito? Nós, JOR-NA-LIS-TAS ajudamos a arquivar a história, informamos as curas, denunciamos os abusos, prevemos o futuro e para tudo isso se pede no mínimo respeito aos que infelizmente não sabem como é o dia a dia de quem muitas vezes exclui-se da própria vida para viver a vida da sociedade. Somos sociólogos, psicólogos, economistas e nas horas vagas jornalistas, quase nunca temos tempo de sermos cidadãos.


O Diploma

Então chegamos no mérito do diploma. Se só saber escrever não é o bastante, em um País onde ainda predomina o analfabetismo, seja ele funcional ou digital, o ato de escrever então fica em segundo plano! ainda temos que lidar com uma (grande) parcela da população que insiste em nos informar a todo momento que nosso diploma, fruto de muito estudo e dedicação não vale nada perante os outros (?), por que alguns políticos assim o decidiram. Caríssimos, estudamos 4 anos e meio, nosso DI-PLO-MA é o nosso maior orgulho, a nossa arma em punho (com munição e tudo mais). Ninguém vai tirar o nosso conhecimento, fruto de um estudo dedicado e honrado com mérito através de um documento extremamente importante e escasso no Brasil (País de todos?), embora encontremos por aí inúmeras fábricas de fazer diplomas, ainda assim é escasso e merece o devido respeito, seja ele diploma de jornalista ou de sei lá mais qual profissão. Não é um papel que mudará essa situação, mas é o papel que fará toda a diferente diante de qualquer situação.

Ainda bem que essa ideia louca não chegou às empresas que valorizam o profissional e ficou somente na teoria, por que na prática: Sim, o diploma é essencial para ser contrato como Jornalista Profissional.

O Salário digno:

Trabalhar muitas vezes 08, 10 ou 12 horas por dia, colocando a criatividade a prova a todo o momento, sendo perspicaz quando se está passando por momentos ruins na vida pessoal e se arriscar fazendo coberturas de matérias em lugares extremamente hostis, abdicar de fim de semana, feriado ou dia santo, perder horas de sono em plantões na redação ou segurar as pontas de clientes, quando na verdade você prefere é está em casa curtindo a sua família ou simplesmente de papos para o ar, isso não é um motivo justo para pagar um salário descente para quem abdicar da sua própria vida em prol do desenvolvimento da sua emissora de televisão, de rádio, jornal, grandes portais e sites ou redações de um modo geral? Claro que é! Sou a favor de um piso salarial justo, de melhores condições de trabalho para o profissional, da licença maternidade de 180 dias para as profissionais de jornalismo, de planos de cargos, carreiras e salários. Afinal em um País onde o diploma de forma alguma é valorizado pelos governantes, seria justo que os empresários valorizassem o profissional que tanto faz pelo crescimento da empresa e que para esse reconhecimento apenas um obrigado não faz a mínima diferença, o que faz é um bom incentivo financeiro e acima de tudo apoio moral para quem informa em um mundo necessitado de informação.




O ser humano é bicho esquisito, exclua-o em um quarto escuro, sem pessoas ou sem meios de comunicação e espere para ver aonde vai dá: Somos seres sociáveis, necessitamos de informação o tempo todo. Informações seguras, pois se não o for serão fofocas e isso sim qualquer pessoa que não tenha diploma ( de jornalismo, radialismo ou qualquer outro) e tenha sido alfabetizada em qualquer supletivo de 1 mês pode o fazer, basta querer. Ser Jornalista é bem mais que ser escrivão!

Para todos os meus queridos colegas de profissão: Feliz dia nosso – 07 de Abril – Dia do Jornalista!






Priscylla Duarte | Jornalista (Com orgulho!)
@priscylladuarte

iPad ou Papel? papel.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2011



Achei esse texto extremamente interessante e empolgante. Retrata perfeitamente a real necessidade humana de se manter informado a todo custo, e demonstra o quanto estamos conectados 24 horas com o mundo. O texto é da Giuliana Vaia ( uma cronista MARAVILHOSA que acompanho há mais ou menos 1 ano através do blog: lulunaodorme.blogspot.com ) . Ela com toda a sua sabedoria descreve perfeitamente o nosso momento cibernético!


PAPEL.COM.BR
Por: Giuliana Vaia - malvadezas.com

Vim aqui defender o papel do papel enquanto papel na sociedade.


Sou tarada por tecnologias, é uma verdade. A velocidade com que as notícias correm pelo mundo internético me fascinam, além de que, adoro ler. Ler é meu grande barato. Tudo que me dá acesso a informação e ao conhecimento, me conecta ao plano divino (quer dizer, depende do tipo de conexão né, porque a 3G vô ticontá.)

Até aí tudo bem, só que apesar dessas minhas duas paixões conviverem bem, algo soa incongruente aos meus sentimentos, que é ler qualquer coisa por aquele negocinho ultramegatecnológico que parece um livro, tem o formato de um livro, mas não é um livro. IPad, sacam?

E porque vim aqui discutir meu gosto papelístico? Porque não pensei em nada mais atractive e tô de férias na praia, curtindo um bicho geográfico num mar cheio de cocô, cercada de trombadinhas(uma dica: não é RJ) e tava aqui matutando… poxa vida, nem li as notícias de hoje e num átimo de segundo, sucumbi e desejei um iPad. Mas me recuperei rapidamente e lembrei que não simpatizo com o negócio. Na verdade odeio um iPad com toda a força do meu ser.

iPad é perigoso, alguém pode me violentar e subtrair meu brinquedo só pra comprar psicotrópicos e… bom não era bem aí que eu queria chegar…

Por que existe um iPad? Quem de verdade deseja ter um iPad? Quem usa iPad? iPad é supérfluo, desnecessário, além de não ter o charme do papel, o brilho no olhar que o papel tem (oi?) o corpo do papel, o calor humano do papel(oi2?) enfim… é uma máquina, só uma máquina. Quem realmente precisa de um iPad, se já temos o computador?

O negócio é que gosto mesmo do papel.Gosto não, tenho paixão. O cheiro, a textura, as letrinhas impressas em CMYK num couché gramatura 90; tem coisa mais carregada de emoção? Lamber o dedo pra virar a página, grifar as partes mais importantes de um livro (embora considere isso um crime), fazer barquinhos com as inúmeras páginas de propaganda do Etna; matar drosófilas na fruteira com uma Veja; se abanar num banheiro abafado com Fernando Pessoa quando o ‘serviço’ tá difícil; desenhar chifres na Carol Dieckman quando fala ao telefone, traduzindo inconscientemente seu ódio por ela estar exibindo aquela (falta de) barriga na capa da Corpo a Corpo.

É… nada tem o tchã, o it, o borogodó do papel (só o Javier Bardem)
E diz aí, quando que você ia poder dar um tapa num pernilongo com um iPad?
Falemos das revistas, ahhh as revistas…Tenho um porção delas. Coleção. De todos os tipos cores tamanhos e assuntos, com direito a páginas amareladas de tão velhas. Verdadeira relíquias. Tenho uma estante só de revistas separadas por ordem de assunto: Yoga e filosofia hinduísta, pra quando tô puta com a vida e com uma aura negativa. Boa Forma, pra quando quero perder 25 quilos em um dia. Cláudia, pra quando quero ser mãe- esposa- executiva exemplar. Nova, pra quando quero ser vacona, como dizia um professor meu da faculdade: “Nova é a revista da secretária vacona”. Ana Maria, pra quando desce o espírito orkutiano e quero preparar um pavê de bolacha Maria. Caras pra me interar de quantas vezes Rihanna apanhou na última semana enquanto retoco a raiz. Manequim, pra aprender a customizar abadás (quem não quer aprender a customizar abadás, gente?). Playboy (hein?), ahh pra ler as piadas, claro. Gosto, pra quando bate aquela vontadinha de comer vieiras grillé com raspas de trufas brancas e redução de vinho do porto as 2h da manhã (eu e Chiquinho Scarpa). Superinteressante pra saber como o pensamento lógico do hemisfério esquerdo do cérebro predomina sobre o direito. Psicologia, pra estudar sobre os arquétipos junguianos que povoam o inconsciente coletivo através da abordagem simbólica e hermenêutica (locão esse Jung). Negócios, pra…pra quê mesmo? Filosofia, pra me aprofundar na teoria moral Kantiana. História da arte, pra amar ainda mais o Monet….

E os Livros? Livros são o papel de parede da minha casa. Livros de todos os assuntos, sabores, cores texturas; livrinhos e livrões. Neruda com Dom Casmurro. Hiroshima e Lobão. Philip Roth de mãos dadas com Veríssimo. Nietzsche e Saramago. Vidas Secas, Yalon, Millor e Shopenhauer. Nabokov encostado nas putas tristes de Márquez. Drummond juntinho com Grisham. Todos dividindo pacificamente o mesmo espaço.

Leio no box antes de entrar no banho, leio cozinhando, leio andando, no carro, no ônibus –Pausa: confesso que com o advento do twitter, meu hábito de leitura passou de 300 páginas para 140 caracteres, por uma simples questão de administração de tempo. Sim, me envergonho disso -Despausa. Livro é minha cocaína. Não tem nada mais reconfortante que ir ao banheiro com um Paulo Coelho, porque né? Se acabar o Neve, você pode limpar o……enfim, não tenho preconceitos, leio tudo que cai na minha mão (mentira! Paulo Coelho ainda não tive coragem.)


Com um pouco de água e pão, moraria tranquilamente na livraria cultura do Villa Lobos. Meu oásis.

Agora tem uma coisa que é feita de papel que não me atrai. O velho jornal. Não curto o jornal em nenhum de seus formatos: tablóide, standart, berliner ou pocket. Jornal é desconfortável e fede, além de sujar as mãos. Jornal tem notícias velhas, de ontem! Quem quer ler notícias de ontem? Notícia de cinco minutos atrás, pra mim, já é notícia velha e a internet ta aí pra isso. É só apertar um refresh e pimba! Tudo atualizadinho e fresquinho. E de repente você tá lá na praia, com o pé cheio de bicho na areia, sem saber o que o que esta acontecendo no mundo, o que as pessoas estão fazendo, no que estão pensando, e se lembra que sua coleção de livros e revistas estão a 200km de distância, seu computador está preso a sua mesa de trabalho, seu notebook de repente virou um puta trambolho, a tela do celular é pequena demais pra se ler qualquer coisa por que dói a vista, e você tá sem saber se Bolsonaro foi cassado, ou curiosa pra saber a quantas anda a Líbia ou quem fez os gols do Paulistão.

Essa defasagem de atualização vai criando uma agonia crescente em meu peito, um comichão, uma coceira, uma falta de ar, uma tremedeira angustiante, ânsia de vômito, taquicardia e PORRA! Como eu preciso de um iPad! Como vivi até hoje sem um iPad? Como pessoas sobrevivem sem iPad? Se Maslow estivesse vivo, iPad viria antes de alimento e sexo em sua pirâmide hierárquica, certeza! Tô com uma necessidade quase fisiológica de possuir um iPad! Daria um braço, ou melhor, morreria por um iPad agora.

Mas um iPad 2, por favor! Porque se quisesse alguma coisa ultrapassada, ficaria com o papel. Afinal, não me contento com pouca bosta.

Logout.


Segue o texto no blog de origem: http://segue.se/VQy





Priscylla Duarte | Jornalista
@priscylladuarte

Ocorreu um erro neste gadget