scrolling='no' 22/08/10 - 29/08/10 | Tendências de marketing digital e redes sociais na Web 2.0

O Marketing Digital nas Plataformas de Redes Sociais

A difícil missão do empresário de TI em conseguir um profissional inteligente emocionalmente

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

 Trabalho há 2 anos na área de comunicação online  e ao longo desse pequeno tempo de  experiência, venho percebendo o quanto a área que atuo é carente de bons profissionais, principalmente aqui no nordeste – especificamente em Natal/RN.  
 
Nos bancos acadêmicos as faculdades de comunicação social ainda estão voltadas para o tradicional. Sabemos que são importantes as mídias de massa tradicional e que o aluno tem que ter a base de todas elas, mas e a comunicação digital que vem crescendo e com isso necessitando de bons profissionais, como fica? Na faculdade não existe ainda uma disciplina concreta para essa área, e os profissionais que hoje atuam na área estão fazendo uma junção do que aprenderam na faculdade e o que vem aprendendo e desenvolvendo na prática e vivencia deles próprios ou de outros profissionais.
Outra área bastante carente de profissionais comprometidos em fazer algo diferente, inovador e criativo é a área de desenvolvimento de projetos digitais – sites, portais e sistemas, ao qual atuo há 1 ano como diretora de conteúdo web e redatora. Como é difícil unir em um só profissional engajamento com a equipe, foco em resultados para os clientes e fidelidade para com a agência em que o mesmo trabalha – Como a cidade é bem pequena, vários profissionais circulam de empresa em empresa, divulgando o que acontece ou acontecia na agência, sem ética alguma – isso é preocupante, uma vez que muitas empresas têm uma forma x de trabalho e como os profissionais, na maioria, já passaram por todas as empresas, muitos deles, ficam com intrigas e “disse me disse” uns para com os outros – desvalorizando o trabalho da empresa em que um dia ele já atuou.
Outro problema também é: A coerência do trabalho com o salário pretendido. Muitos são ótimos, mas fogem a realidade salarial da cidade ao qual estão inseridos, outros são péssimos e querem receber salários que continuam fugindo da realidade do estado, e fiquem certos: Todos querem receber bem mais do que realmente merecem.
Aqui em Natal, o salário base dos profissionais de internet está em torno de 1200 reais – para programador e 900 reais para designer gráfico, porém todas as empresas de Natal que fazem esse serviço de desenvolvimento de sites, primeiro pagam aos profissionais recém chegados das faculdades ou recém chegados na empresa uma quantia que fica em metade deste valor que citei acima, ou seja, as empresas pagam pelo período de experiência de 3 meses,  em torno de 600 reais + vales transportes - para trabalhar de segunda à sábado, em horário comercial, e a medida que o profissional se destaca no trabalho, ele vai galgando aumento de salário – isso é regra nas agências de publicidade digital da capital potiguar.
Pois bem, tem muitos profissionais que não tem experiência alguma e se recusam a receber esse valor mencionado, que é a realidade do estado, por que tem a ilusão do mercado do sudeste, que paga é obvio, bem mais para um profissional da área. Porém, o que os profissionais natalenses se esquecem é que em São Paulo os profissionais têm mais estudo, mais cursos e mais experiências, já aqui em Natal as faculdades são poucas, não existe pós-graduação na área e os cursos técnicos ainda são escassos, muitos profissionais daqui não tem experiência na área e quando uma empresa tenta apostar neste profissional – mesmo com todos os contras que citei acima, oferecendo emprego e renda, eles se recusam por que acham o valor pouco – eu digo: não é pouco, é o justo para quem ainda está aprendendo e é o justo para quem já tem experiência na área, mas ainda não tem experiência na empresa – Os profissionais tem enormes chances de receber um excelente salário, mas para isso é preciso primeiro descer do salto, ter humildade de quem ainda está aprendendo, não trabalhou em empresa alguma e acabou de sair de um curso; pois sem humildade, a única certeza  é que terá outro profissional na mesma condição, porém com um nível de maturidade bem maior que o concorrente – fica o ditado: “Mas vale um pássaro nas mãos do que dois voando” A famosa Geração Y é bem esperta, mas ainda tem muito o que aprender com os mais velhos”.


 imagem da internet
Priscylla Duarte | Jornalista
@priscylladuarte

Dicas de como usar nas escolas de ensino infantil as redes sociais

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A forma de comunicação entre as pessoas sofreu e vem sofrendo grandes mudanças nesses últimos 6 anos. Em 2004 vimos nascer às ferramentas de redes sociais, que a princípio tinham como objetivo o lazer e entretenimentos de pessoas que não se viam ou se viam pouco. Com o passar dos anos, e com o amadurecimento dessas novas ferramentas de comunicação, profissionais de todas as áreas viram um enorme mercado de demonstração de marcas, publicidade de produtos de empresas e meio jornalístico. Nascia então a nova comunicação do século XXI, mais engajada e personalizada – One by One. Em meio a essa avalanche de informação e mudança, nasceram também a nova geração, crianças que hoje tem 6 e 7 anos, que participam ativamente das novas tecnologias e tem anseios e desejos diferentes das crianças da mesma idade que nasceram em décadas passadas, crianças que os especialistas estão chamando de geração z, são filhos de pais geração y, que agora estão em idade escolar.


A pergunta que eu faço é: Será que as escolas estão preparadas para educar essas crianças?
Dias desses li um artigo que um pai procurava uma escolinha para sua filha de 5 anos, em meio a essa procura ele se deparou com escolas boas de ensino tradicional, que tinham excelente didática e práticas esportivas. Porém, nenhuma delas tinha a educação com base nas novas tecnologias, em especial a iniciação em redes sociais.

Eu, particularmente sou contra a criação de perfis de crianças nas redes sociais, acho que devemos preservá-las, pois sabemos dos riscos que elas correm estando presentes nas redes sociais, mas ao mesmo tempo em que tenho essa opinião pessoal, entendo o lado da maioria das pessoas que criam os perfis de seus filhos para que eles também participem das redes sociais, é uma discussão bastante complexa. Vejo muitos pais utilizando de forma inteligente o Orkut e Facebook, pais de modelos-mirins, que viram nessas ferramentas um ótimo cartão de visita de seus filhos. Porém, também vejo perfis infantis que não precisariam existir, fotos das crianças em momentos de lazer, e diários do cotidiano dos filhos, para mim são um atrativo para pessoas mal-intencionadas que estão na web soltas por aí. E é aí que entra o papel do educador e da escola.


As crianças de hoje em dia são muito espertas e simplesmente bloquear Orkut, You Tube e Twitter nos laboratórios de informática das escolas não resolverão em nada o problema da pedofilia, ou a falta de interesse em sala de aula, pelo contrário, só irá agravar. Pois essas crianças ao chegar em casa irão acessar a rede e conseqüentemente ficarão mais vulneráveis a qualquer crime virtual que venha acontecer – longe dos olhos dos pais e dos educadores, elas se tornam presas fácies para esses criminosos.


Em minha opinião as escolas deverão, a partir de agora, criar uma matéria ou algo do tipo que ensinem as crianças os benefícios e os perigos da nova comunicação.

Uma forma bastante interessante de utilizar as ferramentas como o Orkut e You Tube é postando os trabalhos escolares das crianças e assim os pais dessas crianças, que participam diariamente dessas redes poderão participar mais ativamente do dia a dia escolar de seus filhos. Outra forma de engajar professores, pais e alunos nas redes sociais é criando comunidades da turma da criança, ou comunidades da escola e administrar esses perfis com enquetes, colocando avisos importantes e promovendo debates sobre temas escolares, além de informar aos pais, esses perfis também aproximam os pais dos professores, de outros pais e das crianças, fazendo assim uma rede – Um excelente lugar para criar esse perfil é a ferramenta Ning.

O You Tube é uma importante ferramenta para ser usada em comemoração a datas especiais, como por exemplo, o dia dos pais, ao invés das tias fazerem presentes de colagens e entregar para as crianças entregarem aos pais, por que não acrescentar a essa forma tradicional de comemoração, um vídeo postado no canal da turma no You Tube? A criança dizendo o quanto o pai é especial para ela? Garanto que para nós, pais que estamos totalmente familiarizados com essas ferramentas, iremos achar muito mais inteligente da parte da escola, além disso não precisaremos ficar pensando onde iremos guardar as lembrancinhas de papel, e a escola ainda estará fazendo um bem a natureza, preservando as árvores. Outra coisa que gostaria de salientar é: Educadores usem material reciclável nas tarefas escolares, ensinem as crianças a importância desse ato para a preservação da natureza e do ecossistema.

Agora voltando ao tema do post:


Fechar os olhos para as novas mídias e ainda chamá-las de porcarias – como alguns educadores estão chamando e vi no artigo que me deu a ideia de escrever sobre o assunto, de nada vai adiantar e isso só vai fazer com que os novos pais que nasceram entre 1984 e 1990 só fujam de escolas com ensinos que ainda estão presos no século XX. Torno a afirmar que: as crianças de hoje são extremamente inteligentes e elas uma hora ou outra irão pedir essa disciplina na escola, ou melhor os pais dessas crianças irão pedir que os professores se capacitem nessas ferramentas e nessa nova linguagem educacional, e as escolas o que pretendem fazer? Vão continuar bloqueando o Orkut e o You Tube, ou vão preferir se adequar a esses novos pais e novos filhos que estão nascendo?


Pré-requisito em uma escola nos tempos de hoje é: Interação entre o tradicional e o tecnológico. Um ensino social é o que os pais da geração y pedem para seus filhos.


Imagem da Internet
Priscylla Duarte | Jornalista
@priscylladuarte

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